No despacho, Moro também explicou que o pedido de prisão de Léo Pinheiro foi feito em março e que demorou para tomar a decisão para aguardar o andamento das investigações.
No processo em que a prisão foi cumprida, Pinheiro responde pelo crime de corrupção, pela suspeita de pagar propina ao ex-senador Gim Argello para barrar as investigações da extinta CPI da Petrobras.
O empreiteiro também responde pela suposta participação do esquema de cartel de empreiteiras na Petrobras e por, supostamente, beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex e do sítio em Atibaia.“No evoluir da instrução, porém, surgiram elementos, em cognição sumária, no sentido da ocorrência de crime de corrupção passiva e ativa, como os já apontados, tornando mais evidente o risco à regular apuração das responsabilidades do acusado”, justificou o juiz.
Delação
No mês passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) suspendeu a negociação para que o acordo de delação premiada fosse fechado com Léo Pinheiro e executivos da empreiteira. A medida foi tomada pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, após reportagem da Revista Veja, que informou sobre uma suposta citação ao ministro do STF Dias Toffoli.
Após a divulgação da publicação, Janot afirmou que a citação jamais existiu. Segundo o procurador, existe uma “pressão externa” para forçar a aceitação do acordo. Além do mandado de prisão, Léo Pinheiro foi alvo nesta segunda-feira de um mandado de condução coercitiva na Operação Greenfield, que investiga fraudes em fundos de pensão.
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