No despacho Moro esclarece que apenas vai retomar o processo que chegou até ele após Cunha ter tido o mandato cassado, o que fez com que o político perdesse o foro privilegiado e a exclusividade de ser julgado apenas pelo STF. O processo penal diz respeito aos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas. Cunha é acusado de usar contas na Suíça para lavar dinheiro de propina. Como a ação já havia sido aberta pelo Supremo em junho, Moro deu só dez dias para o peemedebista apresentar sua defesa.
A condição do deputado cassado como réu no STF passa, então, para a Justiça Federal do Paraná, no âmbito da Operação Lava Jato, onde a esposa do político, a jornalista Cláudia Cruz, já responde pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Réu pela segunda vez
Essa é a segunda vez que Cunha vira réu na Lava Jato. A primeira foi em março, quando o STF aceitou a denúncia de que Cunha exigiu receber US$ 5 milhões em propina de um contrato de navios-sonda da Petrobras.
A ação foi remetida para o Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro, por envolver a prefeita de Rio Bonito (RJ), Solange Almeida, acusada de atuar a mando de Cunha na Câmara para achacar uma empresa que não estava pagando propina ao parlamentar.
Cunha também responde a outro processo no âmbito da Operação Lava Jato na 6ª Vara da Justiça Federal do Paraná. Trata-se de uma ação de improbidade administrativa envolvendo a formulação de um esquema visando recebimento de propina em contratos da estatal.
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